quarta-feira, 28 de julho de 2010

Perturbações Afectivas na Infância - Depressão e Ansiedade



A depressão infantil desde sempre existiu mas apenas há duas décadas passou a ser diagnosticada como doença.
A influência dos estilos parentais sobre o bem-estar psicológico infantil dos filhos apontam um sinal de importância na saúde emocional e na interacção familiar, escolar e social saudável e positiva para o sucesso destes no decorrer das suas vidas.
A depressão dos pais é transmitida aos filhos de forma directa ou indirecta, sofrendo estas consequências que lhes irá inevitavelmente alterar o modo de viver.
A partir de uma depressão pós-parto da mãe, esta depressão impede a mãe de cuidar e estimular o seu filho correctamente, está indisponível para estabelecer uma relação vinculativa com o seu filho.
O seu estado impede-a de desempenhar correctamente as suas funções de mãe e assim, a criança não consegue estabelecer os seus pontos de referência e os seus ritmos são perturbados, podendo instalar-se a angústia depressiva. Nestes casos, o tratamento da depressão na criança deve ser acompanhado pelo tratamento da depressão da mãe de forma atempada, correcta e imediatamente ao seu surgimento.
Devido à pouca idade das crianças e à dificuldade que estas têm de se exprimir em relação aos seus sentimentos e sensações, torna-se difícil identificar a doença.
O maior sinal de que a criança está doente é a retracção, a apatia, a tristeza e a perda de interesse pelas actividades da respectiva idade.
Geralmente o problema da ansiedade e/ou depressão surge a partir de algum sentimento de perda real ou subjectivo à criança, podendo ser um brinquedo perdido ou partido, um animal de estimação, maus tratos infantis, rivalidades entre irmãos, a ausência de uma pessoa querida ou até mesmo a sua própria auto-estima, ou a ansiedade do que pode ainda acontecer como uma separação, a ida ao dentista, aos hospitais, de agulhas, com origem em experiências passadas ou medo, receio do que possa acontecer de mal, (“Eu vou estragar tudo”, “Vou me ferir novamente”, “Vou magoar-me”.
As crianças distorcem os processos do pensamento podendo exagerar uma possível ameaça, entrando em pânico pelo medo de errar, causando problemas de relacionamentos.
A melancolia também atinge os mais pequeninos.
Esta doença influencia inevitavelmente a personalidade e o viver das crianças pois atinge-as e agride-as de forma psicológica e física, prejudicando à criança a qualidade de vida criando um síndrome de pânico e medo que leva ao sofrimento de depressão sentindo-se mal consigo mesmo. O temperamento, contexto e experiências passadas podem determinar o tipo de depressão e ansiedade adquirida.
A criança deprimida e/ou ansiosa deixa de acreditar em si mesma e nas suas capacidades físicas e psicólogas ficando com baixa auto-estima e vivendo constantemente com a sensação de fracasso, sempre em fuga, inferioridade e angustia sentindo-se à vontade apenas quando está sozinha e isolada vivendo o seu mundo imaginário ilusoriamente, pensando que este a protege e a defende não se apercebendo de que ela própria provoca ainda mais o seu sofrimento.
Dos 3 a 6 anos, podemos salientar sinais físicos chave que nos puderam servir de alerta para o despertar da doença, tal como uma tristeza que não passa, agitação e inibição, a vontade constante de urinar, transpiração repentina perante as situações embaraçosas, dor abdominal difusa (sem local exacto), voz trémula, postura rígida, o roer as unhas, chupar o dedo, as birras e choros, gritos sem razão aparente, fazer cocó e chichi nas calças ou na cama mesmo após ter aprendido a fazer na sanita, alterações de sono e de apetite, as dores de cabeça, de barriga ou o medo constante de sair de perto dos pais.
Dos 7 a 9 anos, salientamos facilmente a irritabilidade, insegurança, inibição, comportamento rebelde, revoltas sem motivos aparentes, recusa de ir à escola e a consequente inibição e desinteresse na aprendizagem, comportamentos de instabilidade passando de tarefa em tarefa sem conseguir manter a atenção e o terror nocturno com medo de dormir sozinho. Têm pensamentos de perigo, de medo de se assustarem, de se ferirem, pensamentos de auto-critica.
Dos 9 aos 14 anos, realçamos os sentimentos de inferioridade, os impulsos suicidas, tornam-se agressivos e provocadores à primeira sensação de mal-estar, pensamentos com tristeza e Cefaleia (dores de cabeça). As rejeições pelos amigos, os fracassos das primeiras relações amorosas, a exigência extrema de boas notas na escola e os problemas económicos e pessoais entre os próprios pais também influenciam estas crianças.
Os efeitos podem estender-se à sua vida futura caso não sejam diagnosticados e tratados devidamente. O tratamento é a melhor solução mas prevenir previamente com muito carinho e atenção é uma estratégia a ter em conta enquanto pais e educadores.

Módulo Relacionamento empatico e afectivo
Grupo 1 - SOFIA, MANUELA, ANABELA,ALBINA


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